Nego Drama

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Presença Negra do Margs

 A "Presença Negra no MARGS" reúne mais de 200 obras de 70 artistas negros e permanece em exibição até 31 de agosto.

A exposição inédita conta com a curadoria dos pesquisadores Igor Simões , Izis Abreu e Caroline Ferreira e ocupa todo o primeiro andar do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, no Centro Histórico de Porto Alegre RS.

Paulo Corrêa, artista plástico pelotense

 

" É a primeira exposição coletiva de artistas negros" no (@museumargs) , revela (@paulocorrea.artes) Paulo Corrêa, que participa da exposição com a instalação "TERRAGRITA". O artista reconhece a importância da valorização dos artistas negros nesses espaços. Paulo Corrêa iniciou o projeto @terragrita no início da pandemia causada pela COVID-19 " Foi um período difícil para artistas de todas as áreas. Mas aproveitei esse momento para desenvolver experimentos com pigmentos naturais, papelão e outros materiais recicláveis", conta Paulo. Paulo explica que " TERRA GRITA" é composta por várias obras, figuras destroçadas pelo tempo, código binário, que assim como levanta a humanidade na área tecnológica destrói muito rápido quem não está inserido. As catadeiras de papel também estão representadas. E essa coleção traz um alerta para as pessoas sobre o meio ambiente, especialmente a comunidade negra que tem uma relação ancestral com a natureza.

O projeto tem produção e realização da Secretaria de Cultura do RS @sedac_rs, por meio do MARGS e da associação de Amigos do Museu.


Serviço: " Presença Negra no MARGS"

Loca: MARGS Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Praça da Alfândega, s/nº, Centro Histórico de Porto Alegre/RS.

Data: 14 de Maio a 21 de Agosto( de terça a domingo, 10 às 19)
Visitação GRATUÍTA.

FONTE: @revista_conexoes no Instagram 


quinta-feira, 26 de maio de 2022

Um corpo negro, um homem fardado, um camburão (ou a câmara de gás)


André Luis Pereira


Qualquer pessoa Preta sabe o terror que é imaginar uma abordagem policial, aqui no Sul chamamos “atraque”. Mesmo aqueles e aquelas que nunca passaram por isso conhecem o protocolo: “Mão na cabeça”, “olhar para o chão”, no momento da revista abrir bem as pernas, só responder se perguntado, em hipótese alguma olhar no rosto do sujeito de farda, porque ele tem uma arma na mão e está louco para apertar aquele gatilho. O consórcio firmado entre o bolsonarismo e as forças de segurança pública tem gerado cenários como os vistos no Rio de Janeiro, em Sergipe ou em qualquer lugar desse país onde haja as polícias, militar ou civil, operando. O caso das polícias federais PF e PRF é emblemático. Sócias de primeira hora do atual governo, tem buscado demonstrar lealdade “cega” à barbárie provocada por este projeto de sociedade. É verdade que toda a generalização é burra, e neste caso arriscada, pois há profissionais de segurança pública comprometidos com a justiça e o bem comum. No entanto, no projeto genocida em curso, gente preta, pobre, que mora nas periferias e nas ruas e considerada gente descartável, corpos matáveis, na acepção de Achille Mbembe (necropolítica). Todos os dias, nós, pessoas Pretas, quando saímos de casa temos um alvo fixo preso aos nossos corpos. E não interessa se tem emprego, se tem formação, se é sujeito ou cidadão, sendo Preto é passível do camburão. E o camburão agora foi atualizado. Uma câmara de gás sobre rodas, a atualização da tortura. Mas esse camburão tem seus alvos preferenciais. Se você é Preta ou Preto e anda na rua, independente do seu status social, você é o alvo. Repito, você é o alvo. Duvido que uma ação policial de mesma natureza das perpetradas no RJ e SE, nas periferias, como acontece na maioria das cidades, chegue aos bairros de classe média alta ou mesmo aos condomínios encastelados. Nestes a polícia não chega, porque afinal a casta que domina tais espaços tem a pele alva, como a “brancura da pureza”. Eu não espero nada das polícias além de violência. Temo pelas pessoas que, eventualmente, possam estar comigo num “atraque”, sendo brancas. As pessoas não-negras e de pele clara neste país não têm ideia do trauma que é uma arma de calibre 12” apontada para o seu peito ou seu rosto. Não imaginam por quantos anos a figura, os olhos, a voz do elemento fardado ronda os teus pensamentos. A polícia no Brasil mata e mata muita gente Preta, porque gente Preta é “matável” e “morrível”, no país do racismo cordial e da democracia racial. Porque, afinal, os meios empregados são, no dizer deles: “os mais adequados à contenção e que buscam evitar danos irreversíveis”. Em 2 dias as polícias militares, civis e PRF assassinaram 30 pessoas, em sua maioria Pretas, periféricas, sem possibilidade de defesa. Uma imagem não me sai da cabeça: Todos os dias uma pessoa Preta e outra fardada saem à rua, se se encontrarem a possibilidade da primeira morrer, vítima de ação da segunda é sempre e cada vez maior”. E no final de tudo nós sabemos que ainda vai morrer muita gente Preta, porque afinal, “a carne mais barata do mercado é a carne negra”.

Por: André Luis Pereira

terça-feira, 17 de maio de 2022

Liderança do Movimento Negro é designado para coordenar as ações da Secretaria de assistência social junto a defesa civil e demais órgãos

José Francisco da Luz 

José Francisco da Luz, uma destacada liderança do Movimento Negro de Pelotas, foi designado para coordenar as ações da Secretaria de Assistência Social em colaboração com a Defesa Civil e outros aparelhos públicos. Esta designação integra José Francisco ao Centro de Comando, responsável pelo monitoramento da tempestade/ciclone que está afetando o estado.

A coordenação das ações de assistência social é liderada pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros. Também fazem parte deste esforço conjunto a Guarda Municipal, a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria de Qualidade Ambiental, a Secretaria de Serviços Urbanos e o apoio do Exército Brasileiro. A integração entre esses órgãos é essencial para garantir uma resposta eficaz e coordenada às emergências climáticas, assegurando a segurança e o bem-estar da população.

José Francisco da Luz traz consigo uma vasta experiência em ações comunitárias e um profundo compromisso com a defesa dos direitos humanos e da igualdade social. Bacharel em Direito, pós-graduado em Direitos Humanos e Competências do Assistente Social, ex-discente de Ciências Sociais, acadêmico em História, ex-conselheiro tutelar e servidor de carreira da Secretaria de Assistência Social, José Francisco possui um currículo extenso e diversificado que o qualifica para esta importante função.

Sua atuação no Centro de Comando será crucial para a implementação de medidas de assistência social que atendam às necessidades das comunidades mais vulneráveis durante a tempestade/ciclone. O Centro de Comando, formado por representantes de diversas entidades e setores do governo, tem a responsabilidade de monitorar continuamente a evolução das condições climáticas e de coordenar as ações de resposta emergencial. A presença de José Francisco nesse grupo garante que as vozes das comunidades negras e marginalizadas sejam ouvidas e que suas necessidades sejam consideradas nas decisões estratégicas.

Além de coordenar as ações de assistência social, José Francisco da Luz trabalhará em estreita colaboração com a Defesa Civil para implementar medidas preventivas e de mitigação, minimizando os impactos da tempestade/ciclone. A integração entre os diferentes órgãos públicos visa otimizar recursos e esforços, garantindo uma resposta rápida e eficiente.

José Francisco da Luz afirmou: “É uma honra e uma grande responsabilidade assumir esta função. Nosso objetivo é assegurar que todas as comunidades recebam o suporte necessário e que ninguém seja deixado para trás. A colaboração entre os diferentes órgãos e a participação ativa da comunidade são fundamentais para enfrentar esta emergência com sucesso.”

A nomeação de José Francisco da Luz é um reconhecimento de sua trajetória de dedicação à causa social e à luta por justiça e igualdade. Sua liderança no Movimento Negro de Pelotas e agora no Centro de Comando reforça a importância da representatividade e da inclusão em todas as esferas de atuação governamental.

Este momento de crise climática destaca a necessidade de uma abordagem integrada e inclusiva na gestão de desastres, onde todas as vozes são valorizadas e cada segmento da sociedade é atendido. A atuação de José Francisco da Luz será, sem dúvida, um exemplo de compromisso e eficiência na defesa dos direitos e do bem-estar da população.


sábado, 7 de maio de 2022

Movimento Ufpreta se reúne pra tratar das questões raciais na UFPel

Coletivo Ufpreta 



Está acontecendo nesse momento , reunião presencial do coletivo Ufpreta , para tratar das questões raciais na UFPel, visto que nessa quinzena já tiveram dois episódios lamentáveis e que estão se acumulando com outros já ocorridos! 

Em breve mais notícias sobre episódios de racismo na maior universidade do sul do estado do Rio Grande do Sul.


terça-feira, 3 de maio de 2022

Vereador de São Paulo esquece microfone aberto e profere palavras de cunho racista


 Fala de Camilo Cristófaro (PSB), que participava remotamente da sessão da CPI dos Aplicativos, vazou no plenário da Casa. Vereadora Luana Alves (PSOL) afirma que vai acionar Corregedoria contra o colega.

Por Rodrigo Rodrigues e Paola Patriarca, g1 SP — São Paulo

03/05/2022 13h57 Atualizado há 2 minutos


domingo, 1 de maio de 2022

Uma breve reflexão pelo Dia do Trabalhador

Uma breve reflexão pelo Dia do Trabalho

Prof Andre Luis Pereira


P/ Andre Luis Pereira 

Mais um 1° de Maio, mais um Dia do Trabalho. Neste, assim como nos últimos anos, não há muito o que comemorar. As trabalhadoras e os trabalhadores resistem, Brasil e mundo afora. E só resistem porque o trabalho ainda é o liame que pode permitir a produção de uma consciência coletiva. Ainda que o capitalismo, enquanto modo de produção e mecanismo de organização social, busque incessantemente suplantar o trabalho como força motriz de confronto às desigualdades, fato é que o trabalho resiste, porque trabalhadoras e trabalhadores resistem. No caso brasileiro uma peculiaridade deve ser pontuada: o fenômeno trabalho no Brasil origina-se da pior forma de exploração do homem pelo homem, a saber o trabalho escravo. Essa condição produziu e produz desdobramentos até hoje. A desvalorização, a má remuneração, o excessivo número de horas trabalhadas, a desregulamentação, produzida inclusive sob o argumento de que flexibilizar leis e relações trabalhistas geraria mais empregos. Pois bem, seis anos após a reforma 12 milhões estão desempregados, se somarmos a este número trabalhadores/as informais, subempregados e desalentados/as, os dados explicarão por que há no Brasil hoje, aproximadamente, 117 milhões de pessoas em risco de insegurança alimentar. Mais de 20 milhões não sabem o que comerão amanhã. Quando os dados são analisados sob o prisma de gênero e raça a situação é trágica. Mulheres negras estão no grupo mais mal remunerado, de mais baixo reconhecimento social e profissional. Aliás, é o povo negro aquele que mais sente os efeitos da crise imposta pelo capital ao mundo do trabalho. Somos os primeiros a nos confrontar com o desemprego, os últimos a ter condições de retorno, quando isso é possível. Historicamente o trabalho por aqui é desvalorizado tendo por base que ele sequer era remunerado, até o final do século XIX, isso diz muito sobre como se interpreta o trabalho no país hoje. Reitero então, não há o que comemorar. Estamos sob ataque, mas a exigência material tornou-se tão aguda, que hoje antes de lutar pela garantia de direitos, trabalhadoras e trabalhadores têm a legitima preocupação com o já famoso “pão de cada dia”. E é difícil mobilizar, para a coletividade, quando o que está em jogo é a sobrevivência. No entanto, esse 1° de maio nos traz e deixa uma certeza: ou buscamos uma unidade popular, em defesa do trabalho como recurso econômico, como base ideológica e como princípio de organização social, e para isso, destituir os que ocupam o poder político, atualmente, é fundamental. Ou estamos fadados à uberização, ao hiper-individualismo, à ideologia esvaziada do trabalhador precarizado que se supõe o “patrão de si”. No entanto, tenho certeza de que não é a conciliação de classes ou a tentativa dela que vai superará esse cenário. Temos, infelizmente, de tomar “duas doses de benzetacil” a seco em outubro e novembro, mas não podemos renunciar à crítica. Sentar-se com algozes, almoçar com detratores e abraçar traidores não nos faz melhor, ao contrário, demonstra o tamanho da montanha que há a vencer. E este consenso que se busca hoje precisa, a todo momento, ser confrontado com e pela consciência crítica. Que as pessoas precisam comer melhor, voltar a ter poder consumo e vislumbrar alternativas de vida, isso tudo é verdade. Porém, esse projeto de inclusão pelo consumo já foi experimentado e sabemos que ele produz uma cidadania de baixíssima qualidade, se assim não fosse os muitos golpes sofridos nos últimos sete anos não seriam tão efetivos, se ao menos uma consciência de classe tivesse sido desenvolvida. Então, nesse Dia do Trabalho, da Trabalhadora e do Trabalhador eu peço que tenhamos a capacidade de perceber com nitidez a gravidade do quadro que vivemos e do abismo sem fundo que se aproxima. Só assim poderemos, quem sabe, em 2023 revisitar esse textículo, para saber o quanto erramos ou vice-versa. Felicidades, para quem é de comemorar.

sábado, 30 de abril de 2022

Racismo na UFPel

 

Nota de Repúdio do coletivo negro das ciências sociais 


O Coletivo Negro das Ciências Sociais repudia o episódio de racismo institucional que está acontecendo com o estudante negro e estrangeiro da pós-graduação em ciência política da UFPel. O aluno foi contemplado com uma bolsa de mestrado destinada a pessoas negras dentro do programa de ações afirmativas de pós-graduação da Universidade. Atualmente ele reside no Ceará e precisa começar a receber essa bolsa para custear a sua mudança para Pelotas/RS, programada para Agosto de 2022, quando terão início as suas aulas presenciais aqui na UFPel. Ocorre que em março deste ano ele recebeu uma convocação da Universidade para comparecer em Pelotas, em 05 dias, para realizar a banca de heteroidentificação,  sob pena de perder a bolsa. Sem recursos financeiros, desde então ele tem enviado e-mails a vários setores da UFPel, solicitando que sua banca fosse realizada online ou em alguma outra universidade pública no Ceará, ou, ainda, postergada para Agosto/2022 quando terão início as suas aulas presenciais na Universidade,  deixando nítido que não irá deixar de realizar a banca de heteroidentificação, mas devido a sua atual situação financeira, fica inviável sua locomoção a Pelotas somente para fazer a banca. Entretanto, o aluno recebeu como resposta que não seria possível a realização da banca de forma remota pela "possibilidade de manipulação de imagens por meio de filtros" e que existiria uma "determinação superior" vedando esse procedimento,  sem que a Universidade em suas várias manifestações tenha ao menos indicado o  fundamento jurídico onde constaria essa vedação. Mesmo sendo um estudante de fenótipo incontestavelmente negro, a UFPel não atendeu a nenhum de seus apelos, pelo contrário, representantes da Universidade aconselharam que ele "tomasse um crédito" para comprar a passagem e vir a Pelotas somente para fazer a banca, recomendação essa que evidencia a falta de sensibilidade com a situação do estudante,  com os propósitos  reparatórios das políticas de ações afirmativas e, ao mesmo tempo, reforça a cultura de racismo institucional enraizada na UFPel.

Fonte:

https://www.instagram.com/p/Cc_abwGJJ3q/?igshid=MDJmNzVkMjY=

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Será que ainda dá pra esperar ? Quem sabe ter esperança

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Prof Andre Luis Pereira

Será que dá para esperar? Quem sabe ter esperança

A distopia chamada Brasil vive um momento indescritível. Parece estranho, mas o golpe está dado, a norma rompida e o impossível estabelecido. É neste cenário que me pego pensando (mais uma vez) na minha, na nossa condição de pessoas Pretas. Assistimos e assistiremos “Medida Provisória” que de distopia não tem nada, aquele desterro ali ilustrado posto aqui, a nossa repatriação para a África acontece todos os dias. A “nossa” África está nas periferias das grandes cidades, nas comunidades remanescentes de quilombos, no sistema prisional. Àquela África do exótico, da desumanização, aquela metáfora apresentada por Lázaro está aqui. Hoje aqui na Pampaláxia me chamou a atenção a notícia, de que as forças de repressão, Guarda Municipal e Brigada Militar estão no centro da cidade, especialmente no calçadão, para coibir a venda de produtos considerados piratas. Me ocorre que a Prefeitura Municipal de Pelotas ratifica sua posição de defesa dos interesses privados, afinal o “reizinho” da Princesa de Cara Suja, a saber, o tal Renzo, devia estar incomodado com a presença de tantos senegaleses, haitianos e outros grupos vendendo produtos na rua, afinal o projeto econômico da cidade (existe?) não contempla a geração de renda e o estímulo a um processo econômico de base coletivista. Então há que se “higienizar” o centro, para que não se afete o olhar dos senhores do engenho contemporâneo. A outra dimensão deste processo, que me chama a atenção é o silencio ensurdecedor dos legisladores antirracistas da cidade. Onde estão os projetos para a geração de renda aos “irmãos” africanos e haitianos, além é claro, para o povo Preto da periferia da cidade que se orgulha da sua história? Mas esse texto tem outro intuito. Penso no que será necessário para que despertemos sobre a necessidade de ações mais contundentes na luta antirracista? Um estrangeiro (argentino) vem ao país para acompanhar um jogo de futebol, demonstra seu racismo, aliás, histórico naquele país, como aqui. É identificado, detido e temporariamente retido pelas forças de segurança, paga fiança, arbitrada pela redução do crime que se produz considerando o dispositivo legal de responsabilização, definido como injúria racial, que eu classifico como esvaziamento da evidência do crime de racismo, mas no direito brasileiro tudo pode. No mesmo dia, um magistrado julga uma ação que quer censurar um post de uma pessoa em rede social com a frase “Fogo nos racistas” (salve Djonga), o nobre operador do direito impetra o pagamento de multa e obriga, ops.... determina o apagamento do post. Retorno ao filme “Medida Provisória”, as pessoas saem das salas de cinema mexidas, incomodadas e eu me pergunto, o que fazemos com esse incomodo? Com essa náusea? Ouço, leio, sobre esperança, consciência, mudança, mas e aí? O que muda de fato? Será que enquanto permanecermos enquadrados, comportados, “civilizados”, algo mudará? Não advogo a violência, jamais. Mas a verdade é que hoje, no cenário da inexistência do impossível, o meu corpo preto é todo ele a bola central do alvo. Aqueles/as que detém o poder contam com a nossa ausência de reação ou que a nossa reação permaneça no campo discursivo. Quais as ações antirracistas estão sendo de fato executadas, implementadas, acionadas? Tanto no âmbito municipal, estadual e mesmo federal? Antirracismo de ocasião. Discurso e postura de opinião. E mais um pretinho foi morto pelo camburão. Nos diziam “vocês não têm estudo, não leem, são bárbaros”. Fomos à universidade, nos formamos, viramos doutores e doutoras e mudamos. Individualmente mudamos, no plano do mérito pessoal mudamos. Mas a massa segue lá, aqui, perseguida, agredida, exterminada. Quando apontamos, criticamos, cobramos, agora somos revanchistas, recalcados, extremistas. Então eu lhes pergunto: o que fazer? Ou será que esperamos mais um de nós, sofrer, chorar, morrer? Eu tenho sofrido, chorado e morrido, um pouquinho a cada dia, com o racismo que vocês disfarçam, mas que nos seus olhos brilha. 

André Luis Pereira – 27 de abril 2022.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Notas sobre um homem negro que corre na rua – como o olhar, a desconfiança e a repulsa machucam.

 Notas sobre um homem negro que corre na rua – como o olhar, a desconfiança e a repulsa machucam. 

André Luis Pereira 


Caminho e corro na rua. Desde sempre sou um caminhante. Já escrevi sobre isso aqui há alguns anos. Andar na rua deveria ser algo libertário, romper com as amarras do tempo, do espaço físico de um automóvel ou de qualquer meio de transporte, encerrado em si mesmo. Após dois anos de pandemia tenho tentado retomar o andar na rua, correr de vez em quando, ainda que a trotes. Em Pelotas não existem espaços adequados à corrida de rua. Temos alguns trechos de avenidas ou mesmo a rua, com todos os riscos dela advindos. Tento correr por algumas avenidas da cidade que possuem espaços destinados a transeuntes. Mas me sinto incomodado, pois seja em que horário do dia ou da noite for há sempre a atitude de desconfiança das pessoas. Dia desses, sociólogo que sou ou me pretendo ser, passei a contar o número de pessoas que, quando da minha passagem, tocam seu corpo, seus bolsos, seguram mais firme seus celulares, cochicham com companheiros e companheiras, numa espécie de alerta, de aviso de cuidado. Para uma pessoa negra a suspeição é um amálgama, incrustado na pele, inscrito na tez, tatuado em nossa fronte. Ontem, enquanto corria, me peguei pensando sobre isso e segui analisando a atitude das pessoas. Então passei a me questionar: o que leva a essa atitude preconceituosa? Será a minha barba “hirsuta e branca”? Serão as mais de vinte tatuagens? Será o que me resta de cabelo, desgrenhado pela calvície que se aproxima? Quem sabe os lábios grossos, a cara fechada e o passo batido? Será a roupa, ainda que eu me preocupe em vestir roupas que se aproximem dos praticantes de esporte de rua? Será o suporte de compressão para a panturrilha, que tem doído no pós-treino? Na verdade, creio que seja o somatório desse conjunto de características, aliado a essa verve racista, que opera nas ruas, no cotidiano das pessoas. Ser um homem negro, na dita meia idade – logo aí, se tudo correr bem, chego aos cinquenta anos – que possui um emprego e renda estáveis, que possui uma razoável formação acadêmica, que aprecia livros (bons de preferência), boas bebidas e comidas de qualidade, não me blinda dos olhares, do aperto na bolsa ou no bolso, das palavras e frases entre os dentes. Ser um homem negro, no sul do Brasil, no sul do sul de um dos países mais racistas do mundo, não permite ter esperanças. Por vezes comparo a vida, a atividade na rua, o andar de bicicleta ou simplesmente caminhar, por cá e por Porto Alegre, onde morei muitos anos. E lá, talvez eu seja tão pequeno e comum que me sinta só mais um. Ainda que saibamos que “Ancoradouro Triste”, para parafrasear um querido amigo, também pode ser tão racista, quanto qualquer cidade da “Europa” brasileira, lá a sensação de multidão mascara com mais efeito a percepção do racismo. Mas aqui, na Pampaláxia, os olhares não são mais velados, as pessoas perderam a vergonha e não têm mais nenhum constrangimento em agir e se expor de forma discriminatória. Escrevo tudo isso para dizer que se eu, sujeito negro, ciente da sua negritude e, portanto, com um repertório desenvolvido para lidar com tais situações sofro, choro, me deprimo, me irrito. Fico imaginando o que passa a juventude negra, principal vítima do racismo brasileiro. Como afirmar uma identidade, se o espelho sempre te avisa que tu és o suspeito? Como demonstrar uma identidade positiva, quando o segurança (também negro) no mercado, na loja de conveniências, na agência bancária, faz questão de demonstrar que as pessoas negras estão sob o seu crivo? A isso só é possível responder com resistência, militância, muito, mas muito estudo e com o desejo de construção de uma sociedade antirracista. Em dias tão nebulosos, como os que vivemos hoje, à população negra só cabe a condição de resistir. E ainda que a maioria de nós ainda não tenha consciência de sua condição de pessoas racializadas, nossa responsabilidade, desde sempre é, também, tomar a vanguarda deste processo de construção de uma consciência coletiva, autônoma, justa, engajada e disposta a construir uma sociedade, de fato, antirracista. Na qual eu, minhas filhas, suas filhas e filhos, possam simplesmente andar na rua, sem ter que, a cada dois ou três minutos, responder mentalmente “Eu não sou ladrão, não se preocupe, não vou lhe roubar”. Se por ventura você for uma pessoa branca e leu esse texto até aqui, obrigado, provavelmente você faz parte da solução, sigamos em luta e em frente. 

André Luis Pereira

Abril/2022

A importância da educação na luta antirracista

Hoje pela manhã tivemos a presença de membros da Comissão de Reestruturação do Conselho da Comunidade Negra para tratar da pauta da educação e sua importância na luta antirracista ✊🏾

 

quinta-feira, 7 de abril de 2022

 No Dia da Mulher Moçambicana, artistas negras locais estão em destaque

Por Carlos Cogoy

Talentosas e criativas, elas foram convidadas para o Festival Axitiana – Cultura no Feminismo, que transcorre em Moçambique. Alusivo ao Dia da Mulher Moçambicana, que é celebrado nesta quinta, o evento conta com a participação de mulheres negras pelotenses. O grupo enviou vídeos para a programação 2º Fórum da Mulher Artista, que tem como lema “Mulher ao Desafio do Milênio”. Estão participando Eva Santos – com filha e neta -, do Las3tramas, Luciana Custódio – representa a Feira de Mulheres Empreendedoras Negras e Indígenas (FEMENI) -, cantoras Josi Maciel e Karen Alves, escritora Marielda Barcellos Medeiros, e a coreógrafa Pry Couto, que integra a coordenação do ODARA – Centro de Ação Social, Cultural e Educacional

VÍDEOS – As pelotenses mencionam: “Todas criaram e enviaram seus vídeos, com falas relacionadas à situação da mulher, e também apresentando seus trabalhos. Neste 7 de abril, é comemorado o dia da mulher moçambicana. Assim, estamos celebrando o dia, fazendo a conexão Brasil com Moçambique. Com os vídeos, ressaltamos reflexões necessárias e urgentes, acerca de um mundo no qual as mulheres são violentadas de todas as formas possíveis, sendo mais grave a perda de suas vidas. Não podemos deixar de observar que nosso país está na lista dos países que mais matam mulheres. Houve avanços com as diversas leis de proteção às mulheres mas, na prática cotidiana, não verificamos mudanças nas ações e posturas da sociedade, pois ainda ouvimos frases como ‘Se aconteceu, a culpa também é dela’, entre outras tantas”.

FESTIVAL Axitiana tem debates, música, moda e gastronomia. Organizadores acrescentam: “O Festival Axitiana é um fórum que reflete sobre o contexto no qual a desigualdade de gênero, tem atingido proporções elevadas, refletindo-se em diversas áreas da cultura. E as mulheres têm manifestado por meio da arte, as condições em que estão sujeitas no seio familiar e social. Então, assim foi pensado o Axitiana, ou seja, como um fórum de empoderamento feminino por meio da arte e cultura, bem como enfocando um contexto histórico no qual as mulheres estão cansadas de não terem oportunidades. Da mesma forma, a cultura é um dos principais motores de promoção do desenvolvimento social e intelectual. Porém, encontramos graves carências para a visibilidade ao trabalho das mulheres artistas no país, sendo este um coletivo fundamental para a promoção de valores e identidade local. Além disso, atualmente é difícil a comercialização, o que gera dificuldades para as artistas moçambicanas. Por isso, o Festival Axitiana tem como principal desafio, o empoderamento da mulher na arte, considerando os desafios a curto, médio e longo prazo. Nosso objetivo é que trazer a voz da mulher artista”. Saiba mais, acessando Festival Axitiana nas redes sociais.






quinta-feira, 24 de março de 2022

Live de entrevista sobre o combate ao racista e luta antirracista

No final dessa tarde foi realizada uma live para fomentar a discussão da luta antirracista tendo como proponente Fábio Cossio do canal outras vozes , Andre Pereira professor universitário e Lúcio Oliveira  professor da rede municipal.



 

segunda-feira, 21 de março de 2022

E como combatemos o racismo? A pretexto de mais um 21 de março



Mais um março chegou, um dia 21 presente. O discurso antirracista é aludido a preço de ouro. Mas o que de fato se produz para combater o racismo? Vemos e vivemos na cidade do “faz de conta”. A pauta racial foi encampada por pessoas e grupos que não têm nenhum compromisso com a comunidade negra pelotense. O poder público entrou na onda, eventos, discursos, proselitismos das mais diversas ordens. Mas a população negra continua na periferia, desempregada, usando transporte público de péssima qualidade, mães negras que não dispõem de creches que ofereçam acolhimento e cuidado de seus filhos. Escolas que não cumprem os institutos previstos para a educação antirracista. O sistema de saúde municipal ignora a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Mas que combate ao racismo é esse? Quando se pergunta aos poderes instituídos, a resposta sempre é o silêncio. E por que não há a necessidade de responder? Justamente porque é aceitável que a população negra permaneça onde está, inerte, submissa, desvalorizada e desconsiderada. As manifestações culturais proibidas, limitadas, impedidas. As ações de segurança pública sempre têm um alvo, e a pele desse alvo não é alva. Mas onde estão os bravos “lutadores” pelo antirracismo que perseguem, ameaçam assediam? O combate ao racismo não é e nem pode ser uma matriz discursiva. Ele requer ação. Tenho afirmado e reafirmado, caridade não é política pública. Ver pessoas no município, que se utilizam da carência e da necessidade alheia, a pretexto de defender o antirracismo é, no mínimo, antiético. No entanto quando o debate é monopolizado por um grupo ou pessoa, qualquer frase dita é lida como verdade absoluta. Então, até o momento, não vimos, lemos ou ouvimos nenhuma manifestação dos poderes instituídos por ocasião da efeméride já indicada. Hoje, 21 de março, não é dia de festa ou de comemoração. O racismo não é um tema leve ou mesmo agradável ao trato. No entanto, gritos, ameaças, perseguições e palavras jogadas ao vento, como folhas num outono seco, não nos levarão a nada. A comunidade negra de Pelotas carece de intervenção estatal no sentido de, de fato, perceber a efetivação de políticas que promovam a igualdade racial. O racismo não tem lado, isso é uma verdade absoluta. Porém há lados que se aproveitam das práticas racistas para a autopromoção. Combater o racismo significa a disposição ao diálogo e não a limitação do contraditório. Não é aceitável que se acione o racismo como recurso para benefícios individuais, a pauta antirracista é e precisa sempre ser uma luta de todas as pessoas. Não deve haver espaço para o individualismo, no escopo de uma luta coletiva. Logo, neste 21 de março, mais um, eu lhe peço seja de fato uma pessoa antirracista, inclusive depois que a câmera é desligada. 



André Luis Pereira 

21 de março de 2022.  

terça-feira, 15 de março de 2022

Black Music: Talento Feminino das Djs Vânia & Vanessa

 Elas são gêmeas, nasceram na região do Porto, e há sete anos atuam como DJs


Por Carlos Cogoy



O Hip Hop através de manifestações como o Rap, DJ e grafite, gradativamente tem se habituado com a expansão do protagonismo feminino. Ao invés dos anos noventa, e primeira década deste século, quando as mulheres não eram tão presentes na cultura de rua, atualmente o cenário apresenta uma crescente presença feminina. Em Pelotas, duas irmãs destacam-se como DJs. As gêmeas Vânia e Vanessa Madeira, há sete anos têm se dedicado à black music. Paralelamente às apresentações em diferentes locais e eventos, também desenvolvem atividades profissionais em áreas técnicas. No sábado, as irmãs estarão tocando na inauguração da galeria de arte 4Café – avenida Bento Gonçalves 3.381. A programação terá início às 19h. Contato com as DJs, pode ser feito através do Facebook, acessando Vânia Madeira ou Vanessa Madeira. Já no Instagram: theladyofaniggga; ou @woodvanessa.




domingo, 14 de novembro de 2021

Convite Oficial para abertura da semana da Consciência Negra de Pelotas

  Semana da Consciência Negra 2021 




CONVITE:
A Comissão Transitória para Reestruturação do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Pelotas e a Prefeitura Municipal de Pelotas convidam para Ato Oficial de Abertura da Semana da Consciência Negra 2021, no dia 19/11, às 17h, na Praça Cipriano Barcellos.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Sociedade Civil avança na Luta contra os crimes de ódio

 Em reunião com o Diretor do Foro da Comarca de Pelotas - Magistrado Marcelo Malizia Cabral, representando institucionalmente, a CEIR da Ordem dos Advogados e, pela sociedade civil, o Conselho da Comunidade Negra de Pelotas.



Pauta 01_ junto a Assessora Especial da Prefeitura, Profa. Clotilde Victoria e ao Secretário de Administração e Recursos Humanos, Eduardo Schaefer, dentre outras representações, noticiou-se ao judiciário local, o início dos trabalhos desenvolvidos pelas Comissões de Heteroidentificação que atuarão nos certames públicos municipais, com o intuito da garantia de acesso aos sujeitos de direito às vagas reservadas pela Lei 12.990/2014.




Pauta 02_ em esforço conjunto a presidência do Conselho Municipal do Povo de Terreiro, na figura do representante Juliano Silva, buscou-se o apoio - prontamente obtido - do Poder Judiciário local à iniciativa com vistas à criação de uma delegacia especializada na apuração de denúncias sobre o  cometimento de crimes de intolerância ou ofensas a honra com conotação racial, a exemplo das existentes em outros municípios.


Ubuntu! 


✊🏾  Foro da Comarca de Pelotas

quarta-feira, 19 de março de 2014

A visão que queremos no futebol

O futebol na cidade de Pelotas é marcado por sua rivalidade, Brasil e Pelotas (Brapel) é o mais conhecido, mas temos também o Farpel ( Farroupilha e Pelotas) e o Brafar ( Brasil e Farroupilha).
Nos últimos anos vemos essa rivalidade ser acirrada, por conta de alguns torcedores mais exaltados e preconceituosos. 
Sabemos que a diretoria dos times em nada tem haver com as torcidas organizadas, que são formadas através de um grupo de torcedores, porém fica a falha a omissão dessas mesmas diretorias ao saber de problemas e não enfrentarem por medo de perder esses torcedores.
Quem é Brasil será sempre Brasil até embaixo d'água, se meia dúzia de torcedor resolver fazer baderna a direção tem SIM que se posicionar e se for o caso banir estes do seu estádio, seja temporariamente ou pra sempre, como diz o ditado, uma laranja podre, apodrece todo o cesto o meso dizemos do Pelotas, quem é Pelotas será sempre Pelotas e não vai ser meia dúzia de arruaceiros que irão manchar a reputação do clube.
Mas isso tem que partir da direção, ,pois do jeito que está, cada dia vai ficar pior, tem que dar um basta no que não presta e exaltar o que ainda vale a pena que é o nosso futebol.
Talvez seja utópico ver negros e brancos juntos festejando seu time vitorioso ou até mesmo chorando juntos por seu time ter sido rebaixado, mas de jeito nenhum esse sentimento deve extrapolar o real sentimento de democracia. 



O blog foi duramente criticado por torcedores do Pelotas por ter sido parcial em suas colocações, no episódio da câmara de vereadores, se de alguma forma ferimos o coração do verdadeiro auro-cerúleo, pedimos encarecidamente que, chamem suas torcidas e façam uma avaliação, pois está ficando inaceitável que posições reacionárias sejam expostas no que se tem de mais bonito no futebol que são suas torcidas apaixonadas.
A não muito tempo, já tivemos um episódio onde acabou em óbito de um torcedor do Pelotas e é óbvio que não queremos que isso aconteça com mais ninguém seja do Brasil, seja do Pelotas ou até mesmo do Farroupilha.
As rivalidades no futebol local, já ultrapassou divisas, onde por exemplo o Brasil já tem um adversário que é o São paulo de Rio Grande, onde sua torcida também não é nenhuma santa. 
Pedimos desculpas as diretorias dos times aqui citados, se de alguma forma foram atingidas por palavras que não soou bem, mas que estas mesmas diretorias arranjem uma forma de tornar o futebol pelotense novamente, naquele espetáculo de levar todas as famílias em um domingo de sol, para ver seu time do coração. 
Que negros e brancos junte-se na luta contra todo o tipo de preconceito, seja racial, homofóbico ou de gênero.
Foto REDE esportiva.

Torcedor do Pelotas desmente diretoria e diz que também sofrem preconceitos

Ainda na audiência pública, foi passada a voz para o pessoal da mesa, dentre eles um torcedor apaixonado da torcida organizada Força Jovem.
Diferente que um diretor falou anteriormente, que o Pelotas não é preconceituoso e nem racista. O torcedor sem medo nenhum da aristocracia racista Aure-cerúlea falou: ...Nós não temos apoio nenhum do clube, muito menos da direção, somos uma torcida apaixonada, mas infelizmente o Pelotas é racista SIM, em certa feita estávamos fazendo um pedágio ( , Fazendo uma vaquinha Juntando umas moedas) em uma sinaleira, quando passou um dirigente do clube e perguntou o que fazíamos ali, respondemos e ele nos mandou embora, pois aquilo era coisa da macacada do pepino).
A direção do Pelotas não se manifestou, deixando claro que a fala do menino era verdadeira.
O jovem relatou também, que está muito triste com a mídia convencional, pois tudo de ruim atribuem as torcidas, e o lado bom nunca mostram, pois a Força Jovem faz a anos um trabalhos sociais, como levar comida aos mais necessitados dentre outros projetos. Fica aqui nosso parabéns a essa torcida que além de ser apaixonada pelo seu time, trabalha em prol dos mais necessitados.
Integrante da Força Jovem do Pelotas. 

terça-feira, 18 de março de 2014

Audiência Pública contra o Racismo no Futebol quase acaba em pancadaria

Uma audiência pública contra o racismo quase acaba em pancadaria, foi preciso a intervenção do estado através da gloriosa Brigada Militar.
Torcedores da famosa UPP ( Unidos Por uma Paixão) do Esporte Clube Pelotas, já entraram provocando torcedores do seu arquirrival Xavante.
Marcio Chagas foi o convidado especial, por ter sido alvo de racismo no futebol pela torcida do Esportivo.
Márcio Chagas, árbitro gaucho.

Torcedores do Brasil ficaram por alguns minutos dentro das dependências da câmara municipal, mas tinham que ir para casa, ao sair na rua foram ridicularizados por membros da torcida adversária.
Ironicamente o que era para ser um tratado de paz, quase terminou em uma pista de guerra, lamentável situação.
Torcedores do Pelotas sendo apartados pelo presidente da Cámara

Lamentavelmente, foi preciso a chegada da Brigada Militar para conter os ânimos, o presidente da casa Ademar Ornel até tentou acalmar a gurisada mas sem êxito.

A torcida do Esporte Clube Pelotas é conhecida pela sua postura racista, onde em jogos de futebol, seja em casa ou não, levam bananas para atirar atirar na torcida do Brasil, esta postura está sendo repudiada inclusive por alguns torcedores do próprio clube que não compactuam com essa prática.